{"id":285,"date":"2017-03-15T13:00:44","date_gmt":"2017-03-15T16:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pesquisas.face.ufmg.br\/time\/?p=285"},"modified":"2017-03-17T08:22:24","modified_gmt":"2017-03-17T11:22:24","slug":"inovacao-aberta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pesquisas.face.ufmg.br\/time\/2017\/03\/15\/inovacao-aberta\/","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00e3o aberta: como essa pr\u00e1tica pode te ajudar a empreender e desenvolver a gest\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-70 alignleft\" src=\"http:\/\/pesquisas.face.ufmg.br\/time\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/10\/light-bulb_318-138116.jpg\" alt=\"\" width=\"128\" height=\"128\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cada vez mais profissionais e organiza\u00e7\u00f5es tem reconhecido a import\u00e2ncia da <strong>inova\u00e7\u00e3o<\/strong> para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social, incluindo seu potencial de tornar <strong>processos gerenciais<\/strong> mais efetivos. Mas quando pensamos em inova\u00e7\u00e3o, especialmente a <strong>tecnol\u00f3gica<\/strong>, logo nos vem \u00e0 cabe\u00e7a a figura de laborat\u00f3rios e cientistas, trabalhando isolados e sob sigilo, em um clima de espionagem que foi muito bem ilustrada no filme <a href=\"http:\/\/www.adorocinema.com\/filmes\/filme-132303\/\">Duplicidade<\/a>, ilustrando o que podemos chamar de inova\u00e7\u00e3o fechada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pensando de forma caricata essa forma de se investir em inova\u00e7\u00e3o \u00e9 cercada de \u201cenigmas\u201d, \u201cintrigas\u201d e \u201cconflitos\u201d, o que, vamos convir, n\u00e3o \u00e9 nada bom para as partes envolvidas. Imagine quanto tempo \u00e9 gasto para se proteger de espi\u00f5es? Quantos recursos s\u00e3o aplicados em medidas de seguran\u00e7a? Ai fica f\u00e1cil perceber que as pessoas e organiza\u00e7\u00f5es que apostam na inova\u00e7\u00e3o tradicional, com formato fechado, gastam mais tempo se protegendo e brigando entre si do que efetivamente buscando solu\u00e7\u00f5es que possam levar a inova\u00e7\u00f5es bem sucedidas. N\u00e3o \u00e9 de se espantar que a <a href=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/academia.edu.documents\/35495211\/New_Product_Failure_Rates_JPIM_Castellion___Markham.pdf?AWSAccessKeyId=AKIAIWOWYYGZ2Y53UL3A&amp;Expires=1489586987&amp;Signature=q4WMgvntn0eovlTu62hXm5PMbGg%3D&amp;response-content-disposition=inline%3B%20filename%3DNew_Product_Failure_Rates_JPIM_Castellio.pdf\">taxa de fracasso das inova\u00e7\u00f5es em produtos e processos seja t\u00e3o elevada<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas existe alternativa para esse modelo de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica t\u00e3o caro e ineficiente? Sempre existem alternativas! E cada vez mais aten\u00e7\u00e3o tem sido dada ao conceito de <strong>inova\u00e7\u00e3o aberta<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mas o que \u00e9 inova\u00e7\u00e3o aberta?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O termo <strong>Inova\u00e7\u00e3o Aberta<\/strong>, ou <em><strong>Open Innovation<\/strong>,<\/em> foi cunhado inicialmente por Chesbrough [1] e faz refer\u00eancia aos esfor\u00e7os de <strong>inova\u00e7\u00e3o<\/strong> orientados \u00e0\u00a0obten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de ideias a partir de redes cooperativas compostas por diferentes atores sociais internos e externos as organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A <strong>inova\u00e7\u00e3o aberta<\/strong> como forma de obten\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o [2] tem como premissa criar mecanismos de colabora\u00e7\u00e3o para que as organiza\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos desenvolvam solu\u00e7\u00f5es compartilhadas em termos dos riscos, recursos e resultados [3].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje temos v\u00e1rios exemplos de a\u00e7\u00f5es que adotam a premissa da <strong>inova\u00e7\u00e3o aberta<\/strong>. Os diversos projetos de fonte aberta de software (opensource), como o projeto <a href=\"https:\/\/www.gnu.org\/\">GNU<\/a>, representam importantes mecanismos que levam ao desenvolvimento e a democratiza\u00e7\u00e3o da tecnologia, agora ao alcance de mais pessoas e organiza\u00e7\u00f5es. O famoso termo <strong><em>Crowdsourcing<\/em><\/strong> tamb\u00e9m tem como ess\u00eancia a cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da tecnologia de forma colaborativa. O pesquisador Charles Leadbeater, nesse interesse <a href=\"https:\/\/www.ted.com\/talks\/charles_leadbeater_on_innovation?language=pt-br\">v\u00eddeo<\/a>, refor\u00e7a a ideia de que a participa\u00e7\u00e3o conjunta de fornecedores e usu\u00e1rios \u00e9 uma fonte eficiente e aplic\u00e1vel de propostas disruptivas e inovadoras em <strong>tecnologia<\/strong> e <strong>gest\u00e3o<\/strong>. Esses exemplos mostram o potencial de pr\u00e1ticas de <strong>inova\u00e7\u00e3o aberta<\/strong> como forma de alcan\u00e7ar maior competitividade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para que a inova\u00e7\u00e3o aberta seja efetiva, \u00e9 importante observar algumas premissas. Primeiro, \u00e9 necess\u00e1rio que se construa uma <strong>rede integrada<\/strong> de usu\u00e1rios, colaboradores e especialistas com diferentes experi\u00eancias e compet\u00eancias. Segundo, a rede deve ter mecanismos de garantia da confian\u00e7a e que sejam nutridas formas de intera\u00e7\u00e3o entre os atores envolvidos no processo de inova\u00e7\u00e3o. Finalmente, \u00e9 preciso que os objetivos e papeis da rede e dos participantes estejam bem definidos e claros aos participantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Considerando que as<a href=\"http:\/\/pesquisas.face.ufmg.br\/time\/2017\/01\/27\/voce-ja-ouviu-falar-do-modelo-de-tripla-helice-para-inovacao\/\"> taxas de inova\u00e7\u00e3o no Brasil deixam a desejar<\/a>\u00a0a aplica\u00e7\u00e3o da abordagem de <strong>inova\u00e7\u00e3o aberta<\/strong> se apresenta como uma alternativa para reverter o quadro da baixa inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e gerencial do pa\u00eds. \u00c9 hora de virar esse jogo! Vamos l\u00e1?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>[1]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 H. W. Chesbrough, \u201cThe Era of Open Innovation,\u201d <em>MIT Sloan Management Review<\/em>, vol. 44, p. 9, 2003.<\/p>\n<p>[2]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J. Tidd, J. Bessant, and K. Pavitt, \u201cGest\u00e3o da Inova\u00e7\u00e3o. 3<sup>a<\/sup> edi\u00e7\u00e3o,\u201d <em>Artmed Ed.<\/em>, 2008.<\/p>\n<p>[3]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 K. Laursen and A. Salter, \u201cOpen for innovation: the role of openness in explaining innovation performance among UK manufacturing firms,\u201d <em>Strateg. Manag. J.<\/em>, vol. 27, no. 2, pp. 131\u2013150, 2006.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Cada vez mais profissionais e organiza\u00e7\u00f5es tem reconhecido a import\u00e2ncia da inova\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social, incluindo seu potencial de tornar processos gerenciais mais efetivos. 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