{"id":224,"date":"2017-03-06T08:59:53","date_gmt":"2017-03-06T11:59:53","guid":{"rendered":"http:\/\/pesquisas.face.ufmg.br\/time\/?p=224"},"modified":"2017-06-21T20:52:30","modified_gmt":"2017-06-21T23:52:30","slug":"redes-de-aprendizagem-e-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pesquisas.face.ufmg.br\/time\/2017\/03\/06\/redes-de-aprendizagem-e-inovacao\/","title":{"rendered":"Redes de aprendizagem e seu papel para a inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 percebeu como aprendemos quando conversamos e trabalhamos em equipes na busca de solu\u00e7\u00e3o de problemas? Quando voc\u00ea se re\u00fane com pessoas que genuinamente est\u00e3o vivenciando um desafio ou problema similar ao que voc\u00ea precisa resolver e existe sinergia e motiva\u00e7\u00e3o colaborativa, novas solu\u00e7\u00f5es surgem rapidamente. Isso por que o aprendizado \u00e9 especialmente positivo quando temos a chance de conviver e debater com pessoas diferentes de n\u00f3s, com outras perspectivas profissionais (assumindo que voc\u00ea esta com a cabe\u00e7a aberta para aceitar outros pontos de vista), desde que exista interesse em encontrar uma solu\u00e7\u00e3o comum para os problemas coletivos. Na pr\u00e1tica esse tipo de troca de experi\u00eancias e constru\u00e7\u00e3o colaborativa \u00e9 um misto dos melhores m\u00e9todos de aprendizagem que existem, onde cada participante assume m\u00faltiplos pap\u00e9is, como debatedor (aprende conversando), professor (aprende ensinando) e executor (aprende fazendo).<\/p>\n<p>Alguns pesquisadores\u00a0perceberam a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o, troca de experi\u00eancia e intera\u00e7\u00e3o para o aprendizado dos indiv\u00edduos e organiza\u00e7\u00f5es, analisando como redes de profissionais alocados em diferentes organiza\u00e7\u00f5es e envolvidos em trocas de experi\u00eancias e na solu\u00e7\u00e3o de problemas alcan\u00e7avam alto desempenho e desenvolveram pr\u00e1ticas profissionais bem sucedidas. A\u00a0partir de oberva\u00e7\u00f5es dessa natureza que surgiu o conceito de <em>rede de aprendizagem<\/em>.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright\" src=\"https:\/\/elearningindustry.com\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/digital-learning-technology-will-technology-transform-digital-learning-next-decades.jpg\" width=\"301\" height=\"211\" \/><\/p>\n<p>Uma rede de aprendizagem corresponde a um grupo de indiv\u00edduos ou organiza\u00e7\u00f5es que buscam compreender um fen\u00f4meno e criar um espa\u00e7o para debates, reflex\u00f5es e conhecimento sobre um tema, propondo pr\u00e1ticas e solu\u00e7\u00f5es inovadoras [1]. Atuando de forma diferente dos sistemas tradicionais de ensino, uma rede de aprendizagem \u00e9 um arranjo cooperativo onde diferentes atores tentam ao mesmo tempo atender suas demandas e permitir trocas [2], com o objetivo de propor e desenvolver pr\u00e1ticas e a\u00e7\u00f5es inovadoras [3]. Quer um exemplo? O <a href=\"https:\/\/youtu.be\/9wRmXNzxddw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Circuito de Inova\u00e7\u00e3o do TIME UFMG<\/strong><\/a>\u00a0\u00e9 uma rede de aprendizagem com o objetivo de\u00a0<span id=\"ember6023\" class=\"ember-view\">promover estrat\u00e9gias e pr\u00e1ticas inovadoras por parte de executivos, gestores e profissionais atuantes em distintas empresas e organiza\u00e7\u00f5es: DESCUBRA o que \u00e9 o circuito de inova\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/youtu.be\/9wRmXNzxddw\">aqui<\/a>!<\/span><\/p>\n<p>Um dos fatores cr\u00edticos de sucesso de uma rede de aprendizagem \u00e9 a exist\u00eancia de atores (organiza\u00e7\u00f5es ou indiv\u00edduos) respons\u00e1veis pela coordena\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do processo de aprendizagem [2], conhecidos como centro de aprendizagem (<em>learning<\/em> <em>hubs<\/em>). O centro de aprendizagem tem como objetivo moderar, coordenar, promover e fomentar a troca de experi\u00eancias e desenvolvimento do conhecimento de maneira compartilhada entre os demais atores.\u00a0Em outros pa\u00edses (como as redes desenvolvidas na B\u00e9lgica em torno da institui\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.kuleuven.be\/kuleuven\/\">KULeuven<\/a>\u00a0ou em torno do MIT nos EUA) as Institui\u00e7\u00f5es de Ci\u00eancia e Tecnologia (ICTs) \u00a0exercem um importante papel para congregar atores externos as Universidades como forma de coopera\u00e7\u00e3o entre diferentes atores sociais em busca da inova\u00e7\u00e3o. O TIME UFMG \u00e9 esse elo central do <a href=\"https:\/\/youtu.be\/9wRmXNzxddw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Circuito de Inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>, tendo o papel de integrar e promover pr\u00e1ticas e estrat\u00e9gias inovadoras entre os profissionais e empresas participantes.<\/p>\n<p>Nota-se que os exemplos de redes de inova\u00e7\u00e3o, apesar de bastante populares em universidades e polos em pa\u00edses desenvolvidos, ainda s\u00e3o pouco conhecidos e utilizados no Brasil.\u00a0No Brasil a pol\u00edtica nacional de inova\u00e7\u00e3o, busca facilitar essa transforma\u00e7\u00e3o social,\u00a0facilitando mecanismos de intera\u00e7\u00e3o entre as\u00a0Universidades e organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e\u00a0privadas. No entanto, talvez por essas iniciativas serem recentes (a exemplo da <strong><a href=\"http:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legisla\/legislacao.nsf\/Viw_Identificacao\/lei%2013.243-2016?OpenDocument\">LEI N\u00ba 13.243, DE\u00a011 DE JANEIRO DE 2016<\/a><\/strong>) ainda observa-se um impacto modesto dessas pol\u00edticas no sentido da integra\u00e7\u00e3o da universidade ao sistema de inova\u00e7\u00e3o nacional: \u00e9 justamente buscando aproveitar esse &#8220;GAP&#8221; que est\u00e1 sendo proposto o\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/9wRmXNzxddw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Circuito de Inova\u00e7\u00e3o do TIME UFMG<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>Observa-se que as redes de aprendizagem\u00a0apresentam um grande potencial no desenvolvimento da inova\u00e7\u00e3o, trazendo crescimento profissional e potencializado compet\u00eancias e resultados para as empresas envolvidas no processo.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>[1]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J. Power, E. Sinnott, B. O\u2019Gorman, and N. Fuller-Love, \u201cDeveloping self-facilitating learning networks for entrepreneurs: A guide to action,\u201d <em>Int. J. Entrep. Small Bus.<\/em>, vol. 21, no. 3, pp. 334\u2013354, 2014.<\/p>\n<p>[2]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J. Bessant, A. Alexander, G. Tsekouras, H. Rush, and R. Lamming, \u201cDeveloping innovation capability through learning networks,\u201d <em>J. Econ. Geogr.<\/em>, vol. 12, no. 5, pp. 1087\u20131112, 2012.<\/p>\n<p>[3]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 F. R. Dwyer and J. F. Tanner, <em>Business Marketing: Connecting Strategy, Relationships, and Learning<\/em>, 2nd ed. New York: MCGRAW-HILL Higher Education, 2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 percebeu como aprendemos quando conversamos e trabalhamos em equipes na busca de solu\u00e7\u00e3o de problemas? 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